As ruas adormecem. O candeeiro
ilumina ténue e mal as memórias,
o cinzento-calçada sem histórias.
De pouco serve ter na mão o isqueiro.
É balda da insónia a varanda.
Não se avista onde o caminho conduz -
a esta hora o caminho está sem luz
e o pensamento só por si não anda.
No ar de um morcego a dança perene.
Resta fitar a ausência de passos
entre os prédios da rua e muros baços,
'sperar até que não esteja vazia
das pessoas que traz a luz do dia,
e que uma delas sorrie e me acene.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
quarta-feira, setembro 30, 2015
quinta-feira, setembro 17, 2015
Findo o impulso, passado o vento,
do carvalho as muitas folhas quietas
adornam as fronteiras não rectas
da clareira só e o pensamento.
Luzindo e entrecortando o momento,
a Lua que invade como setas
as frestas das mil ramadas pretas
do bosque calado e o sentimento.
Aqui não há nada. Um lobo uiva.
Ateio uma fogueira e a chama é ruiva,
dispersa na sombra do carvalho.
Longe, de um palácio as ténues luzes.
Aqui, palavras dormem sob cruzes
e uma chama arde p'ra caralho.
do carvalho as muitas folhas quietas
adornam as fronteiras não rectas
da clareira só e o pensamento.
Luzindo e entrecortando o momento,
a Lua que invade como setas
as frestas das mil ramadas pretas
do bosque calado e o sentimento.
Aqui não há nada. Um lobo uiva.
Ateio uma fogueira e a chama é ruiva,
dispersa na sombra do carvalho.
Longe, de um palácio as ténues luzes.
Aqui, palavras dormem sob cruzes
e uma chama arde p'ra caralho.
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